Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

FDS NO RIO

hahahahahahaha
iic iic iic


Bom, o Antro Exposto continua lá participando do Festlip. Eu, Gabi e Pat voltamos na sexta!
A próxima apresentação de Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade é no sábado. Não tirei fotos e não sei por quê. Não molhei o pé no mar e sei por que: frio. Mas voltei mais amável (?).
É isso.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

SOPHIE CALLE

 

Imagine receber um e-mail de rompimento e não saber o que fazer com isso. Aí você envia esse texto a uma centena de mulheres pedindo que elas destrinchem esse adeus e de acordo com as interpretações você cura esse amor que agora silencia e monta uma exposição.  Não me chamo Sophie Calle e não criei Cuide de Você, mas também gosto de fundir ficção e realidade e não sei por que ainda não brinquei com algumas situações da minha vida virtual. 

Sophie Calle participa da Flip 2009. E mais: encontra amanhã, em uma das mesas literárias, o ex-namorado escritor, Grégoire Bouilier, autor do tal e-mail.

Na semana que vem acontece uma exposição dela no SESC Pompéia. O Samir Mesquita, que eu tive o prazer de conhecer na Flip passada e é autor daquele livro de microcontos, o Dois Palito, vai dar uma oficina de criatividade e parte do seguinte: e se, em vez de e-mail, Sophie recebesse um SMS. Hilário.

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Agora vou pro Rio de Janeiro encontrar o pessoal do Antro Exposto. A primeira apresentação de Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade rolou hoje. A próxima é no sábado que vem (11). Espero os cariocas lá!

Beijo, me siga!

 

ALICE

Aquela padaria me lembra Alice. Não porque já estivemos juntas lá. Nem porque ela me segredou que o pingado deles é o melhor da cidade. Mas por causa de um rapaz que expôs para a pessoa ao lado que se lembrava de Alice sempre que passava por aquela padaria. Estava na minha frente na fila do teatro. Quem falava de Alice? Da minha Alice. A que presente ela pertence, do qual agora me exclui? Senti ciúme e desde então troco a rua e o semáforo pela padaria quando passo por ela. Alice pode estar lá. Me apropriei da memória de um estranho. Fiz a relação dele com Alice tornar-se minha também. Por quê? Se o que tínhamos era tão mais profundo que a imagem dela sentada num balcão tomando refrigerante ou pagando a conta com seu cartão de crédito? Eu pensava em Alice quando ouvia uma música dos Beatles na rádio. Eu pensava em Alice quando me perdia em seu bairro por causa de entrevistas fracassadas de emprego. Ou mesmo quando, sem querer, abria o guia de ruas em alguma página da Bela Vista. Às vezes colocava o vinil de qualquer um - Pavarotti, Caetano, Aretha – só pra ouvir o chiadinho debaixo de suas vozes. O chiadinho hipnótico aos olhos profundos e escorregadios de Alice. Decorei um parágrafo inteiro de seu segundo romance e, meio bêbada, meio impulsiva, recitei para ela no meio de uma festa. Alice não se lembrava de ter escrito nada do que naquele momento ouvia junto com a música. Talvez não fosse mais a dona daquele desabafo. Quando você voltar, eu vou arremessar no seu cinismo todas as flores que ganhei. Você vai espanar as pétalas que escorreram para o ombro e partir. Quando estiver a cinco passos de mim, vou cantar aquela música que você não decora. Você vai voltar e provar que prestava atenção quando eu te ensinava. Eu vou ouvir, séria. Vai me olhar com a mesma expressão de quando leva bronca, pegar a rosa mais despetalada do chão e entregá-la a outra, como você sempre faz. Eu vou desligar a sua cena e tomar o copo de cerveja para não mostrar que minhas mãos tremem. Vou esperar no balcão alguém com um ramalhete. E quando você voltar eu vou atirar mais flores na sua cara e depois que você cantar pra mim, eu volto pra você. Você sabe. Eu volto. Ela me disse Não sou eu. Mas essa ideia de Alice ainda me toma. A padaria da qual o rapaz se referiu é só uma tentativa de não tirar Alice das minhas páginas em branco. Mas ela costuma evaporar sempre que me aproximo. Um avanço obrigatório ao fim do seu livro. Páginas virando sem o meu consentimento. A vontade de se tornar mais uma de minhas lembranças. A lembrança de uma padaria. A lembrança de um nome. Alice.

RAPIDINHAS

Meu pai e meu irmão no blogspot? Gosto.

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Chegando em casa ontem, vejo a revista Piaui do mês de julho na garagem. primeira coisa que me passou na cabeça: como será que eles vão falar do Michael Jackson? Na capa mesmo, uma faixa preta com o aviso: EXCLUSIVO! NENHUMA LINHA SOBRE MICHAEL JACKSON. Genial. Se até eu falei do ídolo...

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Tive aula de hífen ontem no bar. Agora nos roteiros do 10 Anos Mais Jovem juntarei autoestima e autoconfiança. Aprendo rápido.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009


Depois de uma semana de luto pelo último livro, me rendi a Clarice Lispector. Tentei, pela terceira vez, começar a ler Paixão Segundo G.H., dessa vez com mais êxito, pois me permiti continuá-lo. A Clarice viaja e leva a gente junto. Quando me dei conta, meus olhos liam o livro, mas eu pensava em outras coisas da minha vida que se relacionavam com o texto. Pausei a leitura. Hora de pensar. Um dos trechos que grifei: Assustei-me, porque não sei para onde dá essa entrada. E nunca antes eu me havia deixado levar, a menos que soubesse para o quê. [...] substituirei o destino pela probabilidade. É tão difícil não saber onde as histórias vão acabar. É ansiedade a busca pela porta de saída? Mas ao mesmo tempo tão sem graça é a chegada. O sabor está no caminho. É que às vezes a gente se apaixona por esse caminho e protela o fim de tudo. As conclusões. Eu tenho essa mania. Tanto que sou capaz de ficar meses à espera de algumas coisas. Algo que justifique esse "meinho" cheio de surpresas. E quando chega é sempre algo parecido com aquela comédia romântica ruim, mas que tem uma cena que amo: Elizabethtown. O casal fica horas ao telefone conversando e se conhecendo, combinam de se encontrar para ver o sol nascer. Ao chegarem no local, o evento dura menos de um minuto. Eles se olham e decidem ir embora. Pronto, é isso. Mas a conversa do telefone é a grande sedução. Poderia ter sido melhor escrita, mas enfim.

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Hoje tem Tanto, peça do João Fábio Cabral, no Teatro Augusta. No elenco, os queridos Guilherme Gonzalez, Gustavo Haddad e Fábio Rodhen. Fui na estreia e ganhei um presente: uma referência a Ciao, o texto que escrevi em 2007 para a Cia. Teatro de Janela.